Fuzileiro Naval encontra 200 mil reais em shopping e restitui ao dono

     Uma lição de honestidade e solidariedade ao próximo: assim pode ser resumida a situação vivida pelo Terceiro-Sargento Fuzileiro Naval de Infantaria Rodrigo Lima, de 34 anos, há 13 servindo a Marinha do Brasil. Na noite de terça-feira, 4 de setembro, após ir ao cinema em um shopping de Campo Grande, na zona oeste carioca, bairro onde mora, o militar foi buscar o carro no estacionamento e se deparou com duas sacolas plásticas. “Em um primeiro momento, achei que fossem compras ou lixo que alguém tinha deixado lá”.

     Quando abriu a sacola, Rodrigo viu uma série de documentos de empresas, alguns em envelopes, e encontrou, ainda, cerca de 200 mil reais, parte em dinheiro e outra parte em cheques, além de documentos que, segundo ele, pareciam ser pagamentos feito por pessoas a uma empresa do ramo de turismo. “Quando vi toda aquela quantidade de dinheiro, fiquei preocupado, não sabia se devolvia para a polícia ou se entrava em contato com a própria empresa”. O militar acabou contatando diretamente o dono da empresa de turismo, cuja matriz é sediada no Estado de São Paulo.

     Segundo Rodrigo, àquela altura, o dono da empresa nem sabia que o dinheiro havia sido perdido e não tinha conhecimento das circunstâncias em que se deram o fato. Os dois marcaram um local e, então, Rodrigo devolveu os pertences ao dono da empresa, que, muito agradecido, elogiou a atitude do fuzileiro naval.

     O ato de honestidade repercutiu não só no Brasil, como no exterior. Além de estar recebendo uma série de ligações parabenizando-o pela atitude e de ter concedido uma entrevista para o programa Balanço Geral, da TV Record, o sargento fuzileiro naval também recebeu mensagens em suas redes sociais, inclusive de pessoas de outros países, elogiando sua conduta.

     Questionado sobre o que faria se vivesse situação similar novamente, Rodrigo não hesita em responder. “Faria tudo de novo. É uma sensação muito boa poder ajudar o próximo. Além disso, coloquei-me no lugar da pessoa que perdeu os pertences e pensei no desespero que provavelmente teria quando se desse conta da perda daquela quantidade de dinheiro”.