Batalha Naval do Riachuelo

 


ONTEM

No passado, nossa participação em batalhas históricas deixou um legado de heroísmo, bravura, superação e amor ao Brasil.

A Batalha Naval do Riachuelo A Guerra da Tríplice Aliança (1864-1870), maior conflito na história da América do Sul, deixou um legado de união, solidariedade e superação aos brasileiros, com emprego das Forças Armadas e plena mobilização da nossa sociedade.


Batalha Naval do Riachuelo

 

Na campanha naval, enfrentamos uma Marinha preparada para o ambiente fluvial e com vantagens, tanto na proximidade do apoio logístico como no apoio de fogo de terra.

A Batalha Naval do Riachuelo, evento decisivo e vitorioso, ocorrida em 11 de junho de 1865, foi marcada pela bravura de aguerridos marinheiros e fuzileiros navais, que, incentivados pelos célebres sinais de Barroso: “O Brasil espera que cada um cumpra o seu dever”; e “Sustentar o Fogo, que a vitória é nossa”, superaram adversidades de toda ordem, muitos deixando suas vidas em combate. Por conta desse episódio histórico, em 11 de junho celebramos a Data Magna da Marinha.

Desde então, a Marinha do Brasil comemora, todos os anos, nessa data, os feitos heróicos daqueles homens que lutaram na Batalha Naval do Riachuelo, reconhecendo-os como exemplos e lembrando seus atos às gerações que os sucederam.


“Almirante Barroso” comandou a força naval brasileira que venceu a Batalha Naval do Riachuelo

 

A Batalha Naval do Riachuelo Durante a I Guerra Mundial, a Marinha criou a Divisão Naval em Operações de Guerra (DNOG), composta por dois cruzadores, quatro contratorpedeiros, um tender e um rebocador para atender a missão de patrulhamento no Atlântico Sul durante o conflito.

Já na segunda grande guerra, a Força Naval envolveu-se por mais tempo que o próprio País, uma vez que sua participação iniciou em outubro de 1941, com o posicionamento da Corveta “Camaquã” em patrulha no litoral Nordeste, e só terminou alguns meses após o fim do conflito, depois de assegurado que o Atlântico Sul estava efetivamente livre de submarinos.

A Marinha atuou no Atlântico, na defesa do Brasil, a partir do extenso litoral. Nossos marinheiros e navios de guerra escoltaram mais de 3 mil navios mercantes nacionais e aliados, responsáveis por manterem o fluxo de materiais estratégicos essenciais para o esforço de guerra na Europa.


Corveta “Camaquã” em missão de escolta na 2ª Guerra Mundial

 

HOJE

Atualmente, temos novos desafios. Nossos marinheiros, homens e mulheres, continuam protegendo a nossa gente e defendendo os interesses do País.

Com serenidade e firmeza, a Marinha do Brasil, desde o início do surto da Covid-19, realiza ações assertivas para atuar em prol da sociedade e da Família Naval, empregando meios e pessoal, e buscando preservar sua máxima capacidade operativa.

Internamente, com o intuito de ampliar a capacidade de resposta do Sistema de Saúde da Marinha à ameaça epidemiológica, é realizada a Operação “Grande Muralha”: Força-Tarefa comandada pelo Diretor-Geral do Pessoal da Marinha, que utiliza todos os recursos disponíveis para combater a pandemia. Primeiramente, o foco é a Família Naval e, mediante ordem e disponibilidade de meios, será possível estender o atendimento a populações locais em todos os Distritos Navais. O trabalho realizado pelos profissionais da saúde e de apoio a essas organizações militares são de extrema importância.

No âmbito da Operação “Covid-19”, coordenada pelo Ministério da Defesa, a Marinha é responsável por dois dos dez comandos conjuntos: da Bahia e do Rio Grande do Norte e Paraíba. Dentre as atividades realizadas, estão a desinfecção e descontaminação de organizações militares e locais de grande circulação; a utilização de meios navais e de fuzileiros navais; o emprego de militares especializados em Defesa Nuclear, Biológica, Química e Radiológica; a realização de cursos de capacitação; a produção de máscaras; a distribuição de alimentos; doação de sangue; inspeções navais e campanhas de conscientização; entre outras.


Atendimento à Família Naval

 


Inspeção naval e ações de conscientização no combate à Covid-19

 


Ação de desinfecção e descontaminação por militares especializados em Defesa Nuclear, Biológica, Química e Radiológica

 

SEMPRE

A Marinha continua trabalhando no presente, pronta para o futuro!

A nossa Força permanece sempre fiel à sua identidade histórica, contribuindo para a manutenção da unidade e integração nacionais, assim como seu desenvolvimento social e econômico. Somos uma Instituição sólida, regular e permanente, comprometida com a Constituição e com a Democracia, que permanece firme no timão, a navegar em rumos seguros, tanto em calmarias como em “mar grosso”.

O nosso maior patrimônio é a Família Naval: são homens e mulheres que labutam diuturnamente pela Instituição e pelo Brasil, assim como seus familiares, cuja dedicação e sacrifício se unem aos propósitos e às demandas de nossa Força.

A Marinha continuará estreitando laços com a sociedade e contribuindo com o desenvolvimento social e em ações cívico-sociais e na execução das atribuições da Autoridade Marítima, entre as quais a Segurança da Navegação; a Salvaguarda da Vida Humana no Mar; o Ensino Profissional Marítimo; a Prevenção da Poluição Ambiental; assim como as atividades vinculadas às áreas portuárias e aquaviárias.

Além disso, é importante mencionar a continuidade dos principais Programas Estratégicos ; o aprestamento dos meios navais; a manutenção da soberania nacional; e a defesa de nossas águas – a “Amazônia Azul” –, dada a sua grandiosidade e riqueza. Entre as iniciativas estão o Programa Nuclear da Marinha; Programa de Desenvolvimento de Submarinos; a Construção do Núcleo do Poder Naval, onde constam o Programa Classe “Tamandaré”; o Programa de Capacidade Operacional Plena; o Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul; a Mentalidade Marítima; dentre outros.

Todas essas ações permitem a autonomia e a perenidade ao ciclo evolutivo tecnológico, fortalecendo a Base Industrial de Defesa, gerando empregos e contribuindo para a dissuasão estratégica, além de inserir o Brasil na vanguarda de sensíveis em diversas áreas do conhecimento. Também é necessário o estabelecimento de estratégias de cooperação globais e regionais, visando à segurança e à defesa, nos mais variados campos, inclusive o militar.

A Marinha conduz suas atividades com o objetivo de expandir o seu relacionamento internacional, com base na cooperação e na confiança mútua, contribuindo para a formação de um entorno estratégico de paz e estabilidade.

Outra questão da maior relevância é a contribuição que podemos dar à preservação do meio ambiente. A Marinha engajará, junto a diversas instituições do Poder Público e segmentos da sociedade, ações assertivas de combate ao lixo marinho, que afeta não apenas a qualidade de vida dos brasileiros, mas também gera sérios impactos à segurança da navegação e à nossa economia.

Temos, como um dos grandes desafios, o fortalecimento da mentalidade marítima no País. Uma área soberana com mais de 5,7 km², composta de mares, rios e lagos, com incomensuráveis riquezas ambientais, econômicas e científicas há de ser valorizada como patrimônio nacional, cujo potencial dever ser explorado com consciência e efetividade.


Protótipo da Fragata “Classe Tamandaré”

 


Militares da Marinha a bordo do Porta-Helicópteros Multipropósito “Atlântico” durante a Operação “Amazônia Azul – Mar limpo é Vida!”