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12/06/2018 - 08:24

Marinha lança pedra fundamental do RMB e inicia testes de turbogeradores do Labgene

A Marinha e os ministérios da Defesa, da Saúde, da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações realizaram em 8 de junho a cerimônia de lançamento da pedra fundamental do Reator Multipropósito Brasileiro (RMB) e do início dos testes de integração dos turbogeradores do Laboratório de Geração de Energia Nucleoelétrica (Labgene) no Centro Industrial Nuclear de Aramar (Cina), em Iperó. A Amazul, que esteve representada no evento pelo diretor-presidente Ney Zanella dos Santos, é coempreendedora do RMB.

O RMB produzirá  radioisótopos, insumo na fabricação de radiofármacos usados para o diagnóstico e tratamento de doenças como o câncer. Com isso, o Brasil poderá ser autossuficiente em radioisótopos, hoje  importados, reduzindo os riscos de desabastecimento e diminuindo os custos dos medicamentos. O RMB também permitirá aumentar a oferta de tratamento pelo SUS e pela rede particular.

Estiveram presentes à solenidade o presidente da República, Michel Temer, o ministro da Saúde, Gilberto Occhi, o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, o ministro da Defesa, general Joaquim Silva e Luna, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Sérgio Etchegoyen, o comandante da Marinha, almirante de esquadra Eduardo Bacellar Leal Fereira e o diretor-geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha, almirante de esquadra Bento Costa Lima Leite de Albuquerque Junior. Também estiveram presentes a chefe de gabinete da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), Cassia Helena Pereira Lima (representando o presidente da Cnen, Paulo Roberto Pertusi), o superintendente do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), Wilson Aparecido Parejo Calvo, o embaixador da Ucrânia no Brasil, Rostyslav Tronenko, e o prefeito de Iperó, Vanderlei Polizeli.

O comandante da Marinha, almirante Leal Ferreira, ressaltou a atuação pioneira e visionária do almirante Álvaro Alberto, a partir da qual um crescente conjunto de brasileiros e instituições dedicaram-se à busca do domínio pleno do ciclo nuclear. E destacou que a Marinha cedeu a área para a construção do RMB e participou das negociações para a assinatura dos projetos detalhados de engenharia e dos sistemas associados à plataforma.

Leal Ferreira também falou sobre a contribuição da Marinha para o Programa Nuclear Brasileiro e para o país. Lembrou que cerca de 300 teses de doutorado e dissertações de mestrado foram realizadas por profissionais integrantes do programa; que há mais de 500 engenheiros e técnicos qualificados e com conhecimento na área nuclear; e que cerca de 3 mil empregos diretos foram gerados em organizações militares da Marinha localizadas em São Paulo e no Rio de Janeiro, representando ganhos significativos em termos técnicos e profissionais para o país.

“Certamente o arrasto tecnológico decorrente do Reator Multipropósito Brasileiro e do Laboratório de Geração de Energia Nucleoelétrica será reconhecido num futuro próximo”, disse o comandante.

O ministro da Defesa, Joaquim Silva e Luna, destacou que o ministério considera prioritários os investimentos em projetos tecnológicos da área de defesa, em face do impacto no desenvolvimento nacional, por meio da geração de empregos qualificados na Base industrial de Defesa, da absorção de tecnologias avançadas e da geração de oportunidades de exportação, contribuindo sobremaneira para o fortalecimento da economia nacional e para a projeção do Brasil no cenário internacional.

“Este é um momento que traz justificado orgulho para todos os brasileiros”, disse o presidente Michel Temer, ressaltando que os projetos do RMB e Labgene elevam o patamar em ciência e tecnologia e promovem o desenvolvimento do Brasil.

Reator Multipropósito

Sob a responsabilidade da Comissão Nacional de Energia Nuclear,  autarquia vinculada ao MCTIC, o Complexo do Reator Multipropósito Brasileiro será construído em Iperó em uma área de 2,04 milhões de metros quadrados, cedida pela Marinha do Brasil e pelo Governo do Estado de São Paulo. A área é adjacente ao Centro Industrial Nuclear de Aramar. 

O complexo terá, além do reator nuclear de pesquisa, toda uma infraestrutura de laboratórios para realizar um grande e valioso conjunto de atividades. Os principais laboratórios associados são: laboratório de processamento e manuseio de radioisótopos; laboratório de feixe de nêutrons; laboratório de análise pós-irradiação; e laboratório de radioquímica e análise por ativação, além de instalações de apoio para pesquisadores.

Em 21 de dezembro de 2017, foi celebrado o contrato entre a Fundação Parque de Alta Tecnologia da Região de Iperó e Adjacências (Fundação Patria) e a empresa argentina Investigación Aplicada (Invap), com o propósito de iniciar o projeto detalhado dos sistemas nucleares para a futura construção do RMB.

Em 27 de março deste ano, a Amazul e o Ministério da Saúde assinaram acordo de cooperação técnica que garante investimento de R$ 750 milhões, a serem aportados pelo ministério até 2022, para a implantação da parte do empreendimento voltada para a fabricação dos componentes de interesse da medicina nuclear brasileira.

Com a instalação em Aramar, a região de Iperó comportará dois reatores nucleares, o do Complexo RMB e o do Labgene. Esses empreendimentos farão com que o município se torne o mais vigoroso polo de desenvolvimento de tecnologia nuclear do país, promovendo a atração de novas empresas e indústrias, a geração de empregos para todos os níveis de formação e qualificação, e o incremento da atividade econômica local.

Labgene

A cerimônia também marcou o início dos testes de integração dos turbogeradores do Laboratório de Geração de Energia Nucleoelétrica (Labgene), parte essencial do Programa Nuclear da Marinha (PNM).

O Labgene foi concebido como um protótipo, em terra, dos sistemas de propulsão que serão instalados no futuro submarino nuclear brasileiro (SN-BR), a fim de possibilitar a simulação, em condições ótimas de segurança, da operação do reator e dos diversos sistemas eletromecânicos a ele integrados, antes de sua instalação a bordo do SN-BR. O Labgene servirá de base e de laboratório para outros projetos de reator nuclear de potência no Brasil.

A fase atual do projeto do Labgene celebra o início dos testes de acionamento dos turbogeradores, bem como a integração destes com os demais equipamentos auxiliares dessa seção. Durante essa fase, o vapor que acionará os turbogeradores será gerado por uma caldeira de vapor saturado seco, quel será substituída, em 2021, por um equipamento produtor de vapor acionado pela energia térmica gerada pelo Reator de Água Pressurizada (PWR).

Quando em plena operação, o Labgene será composto de uma planta nuclear com 48 megawatts de potência térmica, capaz de alimentar todos os subsistemas necessários para a propulsão de um submarino – tal energia é suficiente para iluminar uma cidade de aproximadamente 20 mil habitantes.

 

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