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Liderança

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22/11/2019 - 09:41

Palestra sobre 4ª Revolução Industrial encerra Programa de Desenvolvimento de Lideranças 2019 na Amazul

Os novos desafios dos líderes diante das velozes transformações impulsionadas pelo avanço científico e digital, e especialmente da inteligência artificial, foram tema da palestra de encerramento do Programa de Desenvolvimento de Lideranças 2019 (PDL) da Amazul.
A palestra “Impactos da 4ª Revolução Industrial no Mercado e na Sociedade: novos desafios para as lideranças” foi ministrada no dia 19 de novembro pelo professor Lucio Fonseca, especialista em tecnologia aplicada à educação e treinamento. O evento reuniu 45 gestores no auditório da Amazul, em São Paulo, e contou com a presença da diretoria da empresa.
O palestrante enfocou as mudanças provocadas pelas revoluções industriais, desde a primeira, desencadeada pela invenção da máquina a vapor, até a atual, a da indústria inteligente, quando máquinas (computadores) conversam entre si e tomam decisões.
Com impacto direto no emprego, as lideranças devem estar atentas para as ameaças e para as oportunidades dessa nova era, bem como para as novas questões éticas que se colocam.
O palestrante lembrou que vivemos no mundo VICA (volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade), onde a única certeza é de que o mundo vai mudar e em velocidade exponencial. Para mostrar a rapidez das transformações, o professor lembrou que a aviação precisou de 68 anos para atingir a marca de 50 milhões de usuários, algo que a Internet conseguiu em 7 anos, o Youtube em 4 anos, o Facebook em 3 anos e o Twitter em 2 anos.
Esse “tsunami científico digital” representa desemprego tecnológico (na medida em que várias atividades podem ser substituídas pela automação), mas também significa a criação de novas ocupações, de perfil mais estratégico e que exigem mais conhecimento e inovação.
“Um estudo mostra que 6 em cada 10 ocupações atuais podem ser automatizadas. Trabalhos mecânicos de pouca demanda intelectual vão sobrar para as máquinas”, observou o palestrante, citando o desenvolvimento de aviões e carros autônomos que não necessitam de piloto ou motorista. Outro exemplo é a guerra cibernética que substitui a mobilização de 10 mil soldados por um exército de 100 hackers para neutralizar os sistemas de segurança e energia de um país.
O professor convidou os presentes a refletirem sobre a necessidade de pensar a capacitação e a qualificação das pessoas de um ponto de vista mais estratégico. “Se não formos desenvolvedores de tecnologia, seremos consumidores de tecnologia. Continuaremos vendendo minério de ferro a 10 centavos o quilo e comprando 300 gramas de tecnologia sob a forma de smartphones a mil dólares”, ilustrou.
Esse cenário exige que o líder seja um “coach”, um desenvolvedor de equipes. Entre as características esperadas, além de maior qualificação, estão a atualização constante, o pensamento estratégico, visão sistêmica, inteligência emocional, boa comunicação interpessoal e ênfase na sustentabilidade e responsabilidade social.
“Temos que ser melhores que os robôs. Precisamos ser os profissionais 5.0”, disse Fonseca, alertando que as escolas e universidades precisam rever suas estratégias de formação, hoje voltadas para atividades que em 20 anos serão ocupadas pela inteligência artificial.

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