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11/10/2019 - 15:50

    Marinha conclui o processo de união das cinco seções do Submarino Humaitá

     A Marinha do Brasil concluiu mais uma importante etapa da construção do Submarino Humaitá (SBR-2), o segundo dos quatro previstos no Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB),  nesta sexta-feira, 11 de outubro, no Complexo Naval de Itaguaí (CNI), a 80 quilômetros do Rio de Janeiro. O evento contou com a presença do presidente da República, Jair Bolsonaro. A Amazul esteve representada no evento por sua diretoria e um grupo de empregados.
     A integração do SBR-2, segundo da Classe Riachuelo, é mais um passo importante no complexo processo de construção do submarino. Na etapa que começa após a integração acontecerá a união definitiva das seções do submarino, o que significa conectar o equivalente a 80 quilômetros de cabos elétricos e lógicos diferentes. Com a integração, será possível realizar a ligação de mais de doze mil trechos de dutos, redes e tubulações que vão garantir uma operação segura e harmônica do submarino.
     O processo de integração do Humaitá começou no dia 17 de abril passado, quando a seção S1 foi transferida da Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas (UFEM), situada nas proximidades do complexo, para o Estaleiro de Construção (ESC). Dois meses depois, a Marinha e os técnicos da Itaguaí Construções Navais (ICN) transferiram, para o ESC, as seções S2A, S2B, S3 e S4 do submarino. A operação, que será repetida no processo de construção dos submarinos Tonelero e Angostura, os próximos a serem construídos dentro do cronograma do PROSUB, incluiu um trajeto de cerca de cinco quilômetros e a travessia do túnel que une as áreas Norte e Sul do complexo naval.
       “A integração final das seções do ‘Humaitá’, além de efetivar uma operação de elevada sofisticação tecnológica, reitera o êxito de um complexo processo de absorção de tecnologia e conhecimento de valor estratégico”, afirmou o comandante da Marinha, almirante de esquadra Ilques Barbosa Junior. O almirante também ratificou a relevância do submarino para a indústria de Defesa nacional. “O submarino ‘Humaitá’ possui a seção de tubos de torpedos integralmente fabricada no País - fato inédito na nossa história de construção de submarinos”, disse. Também estiveram presentes ao evento o ministro da Defesa, Fernando Azevedo; o comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro do ar, Antonio Carlos Moretti Bermudez; o comandante militar do Leste, general de exército Júlio Cesar de Arruda; o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel; e o diretor-presidente da Itaguaí Construções Navais, André Portallis.
     O Ministro da Defesa, Fernando Azevedo, destacou que o PROSUB permitiu a transferência de tecnologia em diversas áreas e enfatizou a relevância do programa para o Brasil. “É importante destacar que o PROSUB não se limita à construção de submarinos, mas transcende esse escopo contemplando a construção de um complexo industrial e de apoio com estaleiros, uma base naval e uma unidade de fabricação de estruturas metálicas, o que já vem trazendo grande desenvolvimento socioeconômico ao município de Itaguaí, ao estado do Rio de Janeiro e ao nosso País”, declarou o ministro da Defesa, Fernando Azevedo.
O legado do PROSUB
     Uma década depois do início de sua implantação, o PROSUB promoveu uma grande transformação no entorno do Complexo Naval de Itaguaí, com a criação de milhares de empregos e de encomendas às indústrias do Sul do estado do Rio de Janeiro. Um total aproximado de 700 empresas foram incluídas no Programa de Nacionalização, um dos pilares do PROSUB, cerca de 40 delas como fornecedoras de itens e serviços diretamente relacionados à construção dos quatro submarinos com propulsão diesel-elétrica. Trata-se de um avanço tecnológico que coloca o Brasil no seleto grupo de países capazes de construir e operar submarinos.
     A concretização do Programa vai dotar o Brasil com tecnologia de ponta, fortalecendo diversos setores industriais de importância estratégica para o desenvolvimento econômico do País, além de fomentar a capacitação de profissionais em atividades altamente especializadas. Priorizando a aquisição de componentes fabricados no Brasil para os submarinos, o PROSUB representa um forte incentivo à Base Industrial de Defesa, que engloba os setores de eletrônica, mecânica fina e pesada, eletromecânica, química e da Indústria Naval Brasileira. Neste contexto, o PROSUB está gerando milhares de empregos diretos e indiretos.
Saiba mais
     O Brasil tem o mar como uma forte referência em todo o seu desenvolvimento, sendo fonte de riquezas minerais, energia e alimentos. É nessa área marítima que os brasileiros desenvolvem as atividades pesqueiras, o comércio exterior e a exploração de recursos biológicos e minerais. Dos mares retiramos cerca de 85% do petróleo, 75% do gás natural e 45% do pescado produzidos no Brasil. Nesse contexto, a “Economia Azul” desponta como a nova fronteira da economia mundial.
     Com uma extensa zona marítima, com cerca de 5,7 milhões de km², o que equivale a, aproximadamente, metade da nossa massa terrestre, o futuro passa, inquestionalvelmente, por peceber e aproveitar a nossa Amazônia Azul. Em aproximadamente 8.500 km de faixa litorânea, concentra-se 80% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e estão localizados os principais destinos turísticos. A imensa riqueza das águas, do leito e do subsolo marinho nesse território justifica seu nome: Amazônia Azul.
      Para proteger esse patrimônio natural e garantir a soberania brasileira no mar, a Marinha do Brasil investe na expansão da força naval e no desenvolvimento da indústria da Defesa. Parte essencial desse investimento é o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB). A Estratégia Nacional de Defesa, lançada em 2008, estabeleceu que o Brasil tivesse "força naval de envergadura", incluindo submarinos com propulsão nuclear. Neste mesmo ano, foi firmado um acordo de transferência de tecnologia entre Brasil e França. O Programa viabiliza a produção de quatro submarinos convencionais e culminará na fabricação do primeiro submarino brasileiro com propulsão nuclear, previsto para estar pronto em 2029.
 
Fonte: Centro de Comunicação Social da Marinha

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