Operação reuniu Brasil, Colômbia e Peru em 35 dias de exercícios para a proteção da tríplice fronteira na Amazônia

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Operação reuniu Brasil, Colômbia e Peru em 35 dias de exercícios para a proteção da tríplice fronteira na Amazônia

Navios da Marinha do Brasil chegam hoje (10) em Manaus (AM)
10/08/2022
Capitão-Tenente (RM2-T) Gisleine Assunção Alves
Codajás, Amazonas

A BraColPer é uma operação conduzida pelas Marinhas do Brasil, Colômbia e Peru, desde 1974, para realizar exercícios táticos visando a proteção da tríplice fronteira e aprofundar a confiança mútua e a interoperabilidade entre as Marinhas participantes.

“Anualmente, percorremos cerca de 5 mil quilômetros pelos rios Maranõn, Negro e Solimões, realizando exercícios táticos navais destinados às operações ribeirinhas, enfatizando comando, controle e comunicações”, destacou o Comandante do 9º Distrito Naval, Vice-Almirante Thadeu Marcos Orosco Coelho Lobo.

Os Navios-Patrulha Fluvial “Raposo Tavares” e “Rondônia” e o Navio de Assistência Hospitalar “Oswaldo Cruz” chegaram hoje (10), em Manaus (AM), após participarem da Operação Naval. Ao todo, foram 35 dias de operações na Amazônia, especialmente na cidade de Iquitos, no Peru, por ocasião das comemorações dos 201 anos da Independência do Peru.

A operação foi dividida em três fases e envolveu mais de 400 militares. As fases I e II foram realizadas nos Rio Marañon - o Rio Solimões Peruano-, entre as cidades de Letícia (Colômbia) e Iquitos (Peru), nos períodos que coincidem com as datas das Independências desses países, comemoradas nos dias 20 e 28 de julho, respectivamente. Como nos anos anteriores, a fase III, realizada no Estado do Amazonas, ocorrerá nos Rios Solimões e Negro, no mês de setembro, justamente por ocasião da comemoração dos 200 anos da Independência do Brasil.

“A Operação BraColPer Naval 2022 contribui para o fortalecimento de nossos estreitos laços de amizade, o compartilhamento de informações e experiências. Os exercícios conjuntos e a cooperação mútua têm apresentado resultados consideráveis para a defesa da tríplice fronteira, contribuindo para a segurança e para o desenvolvimento da Amazônia”, afirmou o Almirante Lobo.

 

 

 

Agência Marinha de Notícias