Operação “Ágata” faz apreensões no litoral do Ceará

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Operação “Ágata” faz apreensões no litoral do Ceará

Dentre o material confiscado, estão 4 mil metros de rede de pesca ilegal, tambores de pesca, ampolas de oxigênio e 150 kg de lagosta
28/06/2023
Agência Marinha de Notícias
Natal, RN

Barcos pesqueiros foram alvos da operação “Ágata 2023”, no litoral cearense. Durante as abordagens, foram apreendidos máscara de mergulho, 90 redes de pesca (que somam 4 mil metros), compressor de ar, 11 tambores de pesca e ampolas de oxigênio, que são equipamentos proibidos para a captura da lagosta, além de 150 kg do próprio crustáceo. As ações conjuntas foram realizadas de 16 a 23 de junho, pela Marinha do Brasil, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e Polícia Federal (PF).

As abordagens foram feitas pelo Navio-Patrulha (NPa) “Graúna” nos estados da Paraíba, do Rio Grande do Norte e do Ceará, onde as apreensões foram realizadas. O objetivo da operação foi realizar ações de Patrulha Naval, de Patrulhamento e atividades de Inspeção Naval, nas águas sob jurisdição do Comando do 3º Distrito Naval (Com3ºDN), em cooperação com a PF, a Polícia Rodoviária Federal, a Receita Federal, o Ibama, o ICMBio, a Força Área Brasileira e os órgãos de segurança estaduais, para fortalecer a prevenção, o controle e a repressão aos delitos transfronteiriços e crimes ambientais.

Uma série de equipamentos ilegais são utilizados na pesca predatória, como tambores de produtos químicos, que são depositados no mar para atrair o crustáceo. São empregados, ainda, compressores produzidos artesanalmente com botijão de gás, que funcionam como reservatório de ar comprimido, instrumentos que não seguem as normas técnicas para mergulho e oferecem sérios riscos à saúde dos pescadores. Esses procedimentos resultam em consequências diretas e nocivas para a pesca artesanal, pois a captura indiscriminada, inclusive abaixo do tamanho mínimo permitido, contribui para dizimar as espécies da fauna marinha.

Equipamentos de pesca não permitidos, como compressor de ar, tambores de pesca e ampolas de oxigênio foram confiscados

As apreensões contaram com a atuação das Seções de Operações e Inteligência Marítima do Com3ºDN, por meio de estudo e acompanhamento dos contatos de interesse realizados no Centro Regional de Segurança Marítima, e da Seção de Operações do Comando do Grupamento de Patrulha Naval do Nordeste (ComGptPatNavNE).

Navio-Patrulha “Graúna”
Incorporado à Marinha do Brasil em 15 de agosto de 1994, o NPa “Graúna” está subordinado ao Com3ºDN e integra o ComGptPatNavNE. Com 46,5 metros de comprimento, 7,5 m de boca (largura) e 2,2 m de calado (distância entre a superfície da água e a quilha, ponto mais baixo do navio). Atualmente, o navio opera nos litorais dos estados de Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará.

NPa “Graúna” na área marítima sob jurisdição do Com3ºDN

Agência Marinha de Notícias