Marinha resgata tripulantes de embarcações no Paraná

Leia Mais

Marinha resgata tripulantes de embarcações no Paraná

Segundo o Capitão dos Portos do Rio Paraná, caso os navegantes usassem o aplicativo NAVSEG, o resgate teria sido ainda mais rápido
10/01/2024
Segundo-Tenente (RM2-T) João Stilben
Agência Marinha de Notícias

Uma equipe da Marinha do Brasil (MB) resgatou, nesta terça-feira (9), quatro tripulantes de embarcações no Lago Itaipu, em Foz do Iguaçu (PR). Os militares da Capitania Fluvial do Rio Paraná (CFRP) foram acionados imediatamente após receberem um pedido de socorro por parte do familiar de um dos tripulantes.

Na ocasião, a CFRP mobilizou uma equipe que realizava patrulhamento no Lago de Itaipu, por ocasião da Operação “Verão” e da Operação “Iguaçu”, para realizar o resgate. No local, duas embarcações foram encontradas, estando uma submersa, com seu tripulante na água, e a outra com os outros três tripulantes à deriva.

Um dos resgatados, Rafael Alves, afirmou que, apesar de ser pescador profissional e velejador, foi surpreendido pelo mau tempo repentino. “O vento virou, e virou do nada, com ondas enormes. E a gente não conseguiu sequer ir à barranca. Felizmente consegui cortar a corda que amarrava as duas embarcações, mas uma delas afundou. Nisso, veio a primeira onda, que aguentamos, mas na segunda já não tivemos o que fazer”, lamentou. Ele conta ainda que as ondas aumentavam, quando o resgate chegou.

“Aí seguimos na embarcação da Marinha, sendo rebocados até a Capitania Fluvial. Eu me criei nesse lago, mas juro que nunca vi uma ventania como aquela ali. Desde os seis anos eu velejo, mas esse vento contra, um vento noroeste, nos surpreendeu muito”, lembrou Rafael.

Segundo o Capitão dos Portos Rio Paraná, Capitão de Fragata Edésio Raimundo de Assis Junior, apesar de o resgate ter sido bem-sucedido, ele seria ainda mais ágil caso os navegantes usassem o aplicativo NAVSEG, disponível desde setembro do ano passado em todos os sistemas de celular. O aplicativo permite que a Autoridade Marítima monitore, em tempo real, o trajeto de cada embarcação, desde a partida até a chegada ao destino informado.

“Ainda assim, as ações se desenvolveram de forma expedita e segura, confirmando o elevado grau de adestramento e prontidão da equipe. Um dos militares, o Segundo-Sargento Fuzileiro Naval Hening, mergulhou para resgatar a vítima na água, conduzindo-a em segurança para a lancha de apoio. A embarcação à deriva foi rebocada até a CFRP”, afirmou o Comandante Edésio.

O Capitão dos Portos afirmou que, enquanto o naufrágio da embarcação que ficou submersa foi causado pelo mau tempo, a outra embarcação teve uma falha mecânica que impediu a continuidade da navegação. “Felizmente, todos eles estavam usando coletes salva-vidas, que é obrigatório. Esse certamente foi um fator que contribuiu positivamente para que todos fossem salvos com vida, porque, sabemos, estas são águas com menos flutuabilidade que o mar, por exemplo”, completou.

Uma das embarcações naufragou parcialmente e precisou ser retirada da água pela Patromoria da Capitania - Imagem: Marinha do Brasil

A CFRP informou, ainda, que realizou, excepcionalmente, a retirada da embarcação que naufragou. A medida foi tomada devido ao potencial risco a uma das turbinas da Usina Hidrelétrica de Itaipu, pois a embarcação submersa estava se deslocando perigosamente em direção à barragem da Usina, sendo enfim localizada e rebocada para a Patromoria da CFRP, onde encontra-se em segurança.

A embarcação em questão será objeto de perícia do Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN), que foi instaurado pelo Capitão dos Portos do Rio Paraná, a fim de elucidar o motivo do acidente.

A Marinha renova seu propósito de assegurar a salvaguarda da vida humana e a segurança da navegação, no mar aberto e águas interiores. A participação da comunidade pode ser feita pelo telefone 185 (número para emergências náuticas e pedidos de auxílio).

Assista ao vídeo:

 

Agência Marinha de Notícias