Fuzileiros Navais treinam para ampliar prontidão em missões de paz

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Fuzileiros Navais treinam para ampliar prontidão em missões de paz

Conhecida por sua capacidade expedicionária, tropa da Marinha já conta com grupamentos certificados pela ONU
20/10/2023
Guarda-Marinha (RM2-T) João Stilben
Brasília, DF

A Marinha do Brasil (MB) realiza, até o dia 25, em Itaoca (ES), uma operação de treinamento, para garantir que os Fuzileiros Navais estejam em nível máximo de prontidão para atuarem em operações de paz por todo o mundo.

A ação reforça o compromisso da Força com a Organização das Nações Unidas (ONU), quanto à disponibilidade de tropas para mitigar situações de conflito, onde quer que se faça necessário.

Ao todo, 700 militares participam da operação, atuando em situações simuladas, na execução de atividades como patrulhamento, escolta de comboios, controle de distúrbios, cerco e vasculhamento, estabelecimento de postos de controle de trânsito, entre outras.


Militares do Batalhão de Engenharia de Fuzileiros Navais em simulação de desativação de artefatos explosivos

Dentre os grupamentos operativos que estão em treinamento, destaca-se o de Desativação de Artefatos Explosivos, conhecido como Pelotão EOD (do inglês, Explosive Ordnance Disposal). O Grupamento possui militares e meios, de diversas Organizações Militares da MB, e se capacita para aperfeiçoar condições de pronto emprego em desminagem e desativação de artefatos explosivos, objetivando solicitar uma inspeção da ONU em 2024, para que seja alçado ao nível 2 do Sistema de Prontidão das Capacidades para a Manutenção da Paz das Nações Unidas (UNPCRS).

De modo geral, o exercício busca levar a Marinha a atingir, no mais curto prazo, a nota máxima em todos os quesitos do UNPCRS, uma espécie de banco de Forças Militares dos Estados integrantes da ONU, estabelecido em três níveis de avaliação, que determinam a capacidade de ativação de militares de determinadas especialidades, quando necessário.

Conhecida como a “Força que vem do Mar”, a Força de Fuzileiros da Esquadra tem como vocação a capacidade de realizar Operações Anfíbias, que são as mais complexas das operações militares. No contexto das Operações de Paz, os Fuzileiros Navais brasileiros já foram certificados pela ONU no melhor nível de prontidão em caráter de Reação Rápida.

Atualmente, a MB participa do UNPCRS com uma Companhia de Reação Rápida, de nível 3; um Pelotão de Desativação de Artefatos Explosivos, de nível 1; um Grupamento Operativo de Fuzileiros Navais, de nível 1; um Batalhão de Infantaria, de nível 2; e um Hospital de Campanha, também de nível 2.

Em relatório divulgado em 2021, a ONU classificou os Fuzileiros Navais do Brasil como sendo um grupo de mentalidade “expedicionária, móvel e ágil” e composto dos mais “altos padrões de prontidão operativa e de pessoal”, bem como “forte comando e controle e elevada moral e disciplina”.

Militares da Marinha já atuaram em operações de paz em países como Sudão, Sudão do Sul, República Centro-Africana, Síria, Saara Ocidental, Iêmen, República Dominicana e Angola. As atuações mais recentes e de maior destaque se deram entre 2004 e 2017, na Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (MINUSTAH); e entre 2011 e 2020, quando o Brasil comandou a Força Tarefa Marítima da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL).

 

Ação Social

No contexto da Operação, a Marinha realiza também uma Ação Cívico-Social (ACISO), até este sábado (21), em Marataízes e Itapemirim (ES), com palestras, atendimento médico-odontológico, vacinação contra Influenza, vacinação antirrábica animal, serviço de barbearia, apresentação de banda, além de mostruário de materiais empregados nas operações.

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Agência Marinha de Notícias