Complexo Cultural da Marinha reúne cultura e entretenimento no Rio de Janeiro

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Complexo Cultural da Marinha reúne cultura e entretenimento no Rio de Janeiro

Confira as principais opções para agendar sua programação de férias na cidade
26/12/2023
Primeiro-Tenente (RM2-T) Thaís Cerqueira
Rio de Janeiro, RJ
No coração do Rio de Janeiro, o Complexo Cultural da Marinha, que abrange o Museu Naval, o Espaço Cultural da Marinha, o Passeio Marítimo, a Ilha Fiscal, entre outras atrações culturais, convida o visitante a embarcar em uma viagem no tempo. Para o morador da cidade ou turista que busca fazer um roteiro cultural diverso, o Complexo tem opções para todas as idades,  além de contar com valores acessíveis e facilidade de acesso. 
 
O visitante pode conhecer relíquias históricas que ajudaram a moldar a identidade de nosso País juntamente com as belezas naturais da cidade. De acordo com o Gerente de Exposições Culturais da Diretoria de Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha (DPHDM), Capitão de Fragata José Marques da Silva Filho, o Complexo Cultural da Marinha abriga parte importante do patrimônio histórico-cultural que merece ser conhecido. “Só difundindo a História você preserva a memória. A História, se guardada somente, ela não é preservada”. 
 
Museu Naval
 
O Museu Naval possui uma exposição permanente chamada “O Poder Naval na formação do Brasil”, composta por sete salas no térreo do seu prédio centenário. Assim que o visitante chega, se depara com o primeiro espaço “descobrimento e colonização”, seguido da sala que traz a temática “intrusos e invasores”. Outro ambiente é dedicado à “expansão e independência” e existem, ainda, salas recentemente revitalizadas, como a que retrata a Guerra da Tríplice Aliança (1864-1870).
 

A entrada do Museu Naval é gratuita em todos os dias de funcionamento -  Imagem: SG Varejão

 

Além da exposição principal, o Museu Naval conta com espaços para mostras temporárias. Estão em cartaz a “Mar e vento na alma”, até o dia 10 de março, e a exposição “Cores profundas do Mar Mediterrâneo”, até o dia 18 de fevereiro.
 
Em um pátio central, o visitante pode admirar um móbile com mais de 50 pássaros representando aves que sobrevoam o litoral brasileiro e, no piso, em grandes vitrines, são encontrados um torpedo B-57, de 1894, e uma mina utilizada na Segunda Guerra Mundial.
 
Um dos espaços que mais chamam a atenção do público é a sala número dois, onde se encontra uma réplica de canhão. “Criamos uma reprodução que mostra como o canhão de um Galeão - tipo de navio de guerra usado entre os séculos XVI e XVIII - era municiado. Bem como, a sala sete, que temos ali vários equipamentos utilizados pelas Fragatas dos anos 80, como diretora de tiro, radares e mísseis simulando a tecnologia usada na Primeira e Segunda Guerras Mundiais, o que é muito interessante também para os jovens que gostam de game e de batalha naval”, explica o Capitão de Fragata Marques.
 
Os visitantes conseguem levantar com as mãos uma bala de canhão para atestar seu peso – Imagem: SG Varejão

Espaço Cultural da Marinha
 
Além de reforçar a mentalidade marítima, o Espaço Cultural da Marinha disponibiliza ao público entretenimento diferenciado e cultura. O Espaço reúne equipamentos de guerra musealizados, como Submarino-Museu “Riachuelo”, o Navio-Museu “Bauru”, o Helicóptero “Sea King”, a Aeronave de interceptação e ataque  AF-1 “Skyhawk”, o Carro de combate “Cascavel”. A Ilha Fiscal e o Passeio Marítimo são atrações visitadas a partir dele, com ingressos à parte.
 
Para o Capitão de Fragata Marques, as pessoas que têm a experiência de entrar em um submarino,  saem com uma visão diferenciada daquelas que nunca tiveram essa oportunidade. “A partir do primeiro contato, o visitante pode ter o seu sentimento sobre a Defesa um pouco mais apurado e, assim, passar a entender a necessidade que temos de proteger a nossa Amazônia Azul e a importância de ter meios navais fortes e bem aparelhados. Então, esse passeio deixou de ser somente um entretenimento e passou a ser cultural também”.
 
O Espaço Cultural possui uma área expositiva de cerca de 1,1 mil m², localizado na Orla Conde, entre o Largo da Candelária e a Praça XV – Imagem: Marinha do Brasil

Passeio Marítimo
 
Realizado na Baía de Guanabara, o programa tem início no Espaço Cultural da Marinha e oferece ao visitante um passeio de embarcação pelos principais pontos turísticos e históricos do Rio de Janeiro, como Escola Naval, Aterro do Flamengo, Pão de Açúcar, Museu de Arte Contemporânea em Niterói e Ilha da Lage. No decorrer do passeio, com duração de 1 hora e 25 minutos, aproximadamente, um guia de turismo apresenta as curiosidades e as histórias de cada localidade visitada.
 
O Passeio Marítimo é realizado pelo Rebocador “Laurindo Pitta”. Construído na Inglaterra, em 1910, por encomenda do Governo do Brasil, o “Laurindo Pitta” é um mergulho na história do País. Trata-se do único navio brasileiro remanescente da Primeira Guerra Mundial, da qual participou em tarefas de apoio, em 1918, integrado à Divisão Naval em Operações de Guerra (DNOG).
 
O ingresso para o Passeio Marítimo dá direito a visitar as atrações do ECM – Imagem: Marinha do Brasil
 
Ilha Fiscal
 
Reaberta este ano após reformas, a Ilha Fiscal, célebre por ter sido palco do “último baile do Império”, é um elo entre o presente e o passado. O passeio começa no Espaço Cultural da Marinha, e, para chegar até a ilha, que fica na Baía de Guanabara, o deslocamento pode ser feito de escuna ou por micro-ônibus.
 
Construída a pedido do Imperador Dom Pedro II, no final do século XIX, nela destacam-se o Torreão, as salas expositivas que abordam a sua construção em estilo neogótico, o último baile do Império e a ocupação pela Marinha do Brasil por meio da exposição “Ilha Fiscal: um neogótico em terras tropicais".
 

O tempo de deslocamento até a ilha, indo pelo mar ou terra, é de aproximadamente 20 minutos – Imagem: Marinha do Brasil

O mais novo atrativo da ilha é a Galeota de D. João VI (Galeota Imperial), embarcação de pequeno porte, movida por 60 remadores que serviam à Família Real portuguesa.
 
A luxuosa Galeota fica exposta ao lado do castelo, em uma vitrine. Ela é a mais antiga embarcação preservada no Brasil e única desse tipo na América do Sul. Foi construída no antigo Arsenal da Marinha da Bahia, para servir de transporte à Família Real, por ocasião de sua transferência para o Brasil Colônia, em 1808.
 
Durante o século XIX e início do XX, a Galeota D. João VI pôde ser vista cruzando a Baía de Guanabara transportando personagens ilustres, como o próprio Rei que dá nome a ela e que nela embarcou pela última vez para chegar ao navio que o conduziria de volta a Portugal, em 1821.
 
Adquirindo o ingresso para a ilha, a visita ao Espaço Cultural da Marinha é gratuita.
 
Serviço:
Museu Naval
Endereço: rua Dom Manuel, 15, Praça XV, Rio de Janeiro
Funcionamento: terça a domingo e feriados das 13h às 17h
Entrada: gratuita
 
Espaço Cultural da Marinha
Endereço: Orla Conde (Boulevard Olímpico), s/n, Praça XV, Rio de Janeiro
Funcionamento: de terça-feira a domingo das 11h às 17h, sendo às 16h30 o último acesso
Entrada: inteira - R$ 20,00  e meia-entrada R$10,00
Para saber mais informações e comprar ingressos, visite o site do Espaço.
 
Passeio Marítimo
Endereço: Espaço Cultural da Marinha, local de validação do ingresso e embarque, localizado na Orla Conde (Boulevard Olímpico), s/n, Praça XV, Rio de Janeiro
Funcionamento: de quinta-feira a domingo às 13h15 e 15h
Entrada: inteira R$ 50,00 e meia-entrada R$25,00
Para mais informações e compra de ingressos, visite a página do Passeio Marítimo.
 
Ilha Fiscal
Endereço: Espaço Cultural da Marinha, local de validação do ingresso e embarque, localizado na Orla Conde (Boulevard Olímpico), s/n, Praça XV, Rio de Janeiro
Funcionamento: de quinta-feira a domingo
Horários:  visitas regulares: 12h45, 14h15 e 15h30 e visita guiada e encenada: 11h10
Entrada: inteira R$ 50,00 e meia-entrada R$25,00
Para mais informações e compra de ingressos, consulte a página da Ilha Fiscal.
Agência Marinha de Notícias